Acho que as pessoas verbais que praticam as ações, os sujeitos, poderiam pensar na inclusão de mais uma pessoa verbal nesses tempos difíceis. As pessoas do plural são divisionistas fazendo que a totalidade sempre venha acompanhada de mais uma divisão como: "todos NÓS", "todos VÓS" ou "todos ELES". Poderiam incluir a 4ª pessoa do plural, o TODOS, que incluiria o NÓS, o VÓS e ELES, representando todos sem exceção, distinção ou divisão. TODOS representaria realmente a Todos. Chega de Nós, de Vós ou de Eles! Se quisermos continuar conjugando o verbo em tempo futuro.
domingo, 5 de abril de 2020
O Sujeito, o Verbo e o Tempo
Acho que as pessoas verbais que praticam as ações, os sujeitos, poderiam pensar na inclusão de mais uma pessoa verbal nesses tempos difíceis. As pessoas do plural são divisionistas fazendo que a totalidade sempre venha acompanhada de mais uma divisão como: "todos NÓS", "todos VÓS" ou "todos ELES". Poderiam incluir a 4ª pessoa do plural, o TODOS, que incluiria o NÓS, o VÓS e ELES, representando todos sem exceção, distinção ou divisão. TODOS representaria realmente a Todos. Chega de Nós, de Vós ou de Eles! Se quisermos continuar conjugando o verbo em tempo futuro.
domingo, 24 de dezembro de 2017
Aperte o cinto e siga o fluxo de 2018
Poderia dizer que
2017 foi um ano no mínimo inquieto.
E nessa inquietude
teve amigo que se foi, teve amigo que chegou, teve amigo que quebrou,
amigo que enricou e até amigo que emplacou. E é nessa calmaria que
o ano está por acabar e digo está por que ainda pode acontecer algo
nesses últimos dias ou sei lá horas desse inquieto 2017.
Outro dia estava lendo uma matéria nas colunas de ciências cujo o tema era: as coisas que a ciência tem dificuldade de explicar. O que me chamou a atenção e me fez prolongar a leitura foi encontrar a Turbulência como sendo uma das principais coisas sem explicações. Deparei-me com a frase atribuída a diversos cientistas, porém de autoria desconhecida, que resume bem o que se sabe sobre o fenômeno: “Quando eu encontrar Deus, eu vou fazer duas perguntas para ele: por que a relatividade é tão complexa e como se explica uma turbulência. Deus terá uma resposta para a primeira”. E ai fiquei muito intrigado com a complexidade da Turbulência que resolvi dar uma pesquisadinha sobre o tema que faz com que os físicos só esperem a compreensão na resposta do criador.
Outro dia estava lendo uma matéria nas colunas de ciências cujo o tema era: as coisas que a ciência tem dificuldade de explicar. O que me chamou a atenção e me fez prolongar a leitura foi encontrar a Turbulência como sendo uma das principais coisas sem explicações. Deparei-me com a frase atribuída a diversos cientistas, porém de autoria desconhecida, que resume bem o que se sabe sobre o fenômeno: “Quando eu encontrar Deus, eu vou fazer duas perguntas para ele: por que a relatividade é tão complexa e como se explica uma turbulência. Deus terá uma resposta para a primeira”. E ai fiquei muito intrigado com a complexidade da Turbulência que resolvi dar uma pesquisadinha sobre o tema que faz com que os físicos só esperem a compreensão na resposta do criador.
Não sou físico e
nem tenho a pretensão de sê-lo e por isso peço desculpas
antecipadas pelas bobagens técnicas que posso vir a escrever.
Um exemplo que
peguei em uma matéria no site da BBC Brasil me fez achar que entendi
o que acontece: “O movimento feito pela água em torno do pilar de
uma ponte que atravessa um rio de forte correnteza é um exemplo
perfeito de turbulência.
As moléculas na
água começarão a bater no pilar e, por sua vez, contra si mesmas.
Uma série de movimentos é então produzida com uma variedade de
direções e velocidades.”
No que entendi sobre
turbulência, seja dos fluidos, do ar, quântica, ou qualquer outra
percebida por nós, ela se da quando ha uma bagunça nos fluxos, algo
como aquelas cenas do trânsito na Índia ou ainda em Curitiba ou
Cuiabá, ou seja, é um movimento desordenado, um carro que vira sem
dar seta. Poderia todo mundo seguir o fluxo mas tem uns malucos que
cismam de bater no pilar e saem por ai, sem dar seta, mudando de
direção pra tudo quanto é lado. Alguns por ideologia, outros por
serem induzidos ou ainda os que vagam sem razão alguma.
Me observando e
observando as pessoas penso no quanto a vida anda turbulenta.
Antigamente as pessoas acordavam e já tinham as suas tarefas.
Acordavam, se lavavam, tomavam café, saiam pras suas atividades,
paravam para o almoço, voltavam pra suas atividades, chegavam em
casa, banhavam-se, jantavam e dormiam. O Radio e depois a Televisão,
incluíram novos elementos a esse fluxo: Hora do Brasil, Hora da
Novela, Jornal Nacional, entre outros, mas mantiveram um fluxo
seguido pelas famílias. E como estávamos todos no mesmo sentido no
fluxo, não havia turbulência. Hoje almoçamos em restaurantes,
assistimos séries cada um a sua; na sua hora; em qualquer lugar,
conversamos com amigos no serviço; na escola; no restaurante; no
banheiro; nas férias e desrespeitamos qualquer fluxo que possa ser
imposto a nossa vida. Em outras palavras vivemos em turbulência a
todo momento. Independente de rotina, em nosso fluxo, havia tempo pro
trabalho, família, amigos, lazer e descanso. Os fluxos eram mais
harmônicos, não havia tanta colisão.
Claro que o mundo se reinventa nos conflitos e que o cotidiano tão bem retratado por Vinícius de Moraes e Chico Buarque, pode ser entediante e que mesmo tendo um violão é do ser querer se arriscar tal qual o messias do fundo do rio retratado em Ilusões de Richard Bach.
Claro que o mundo se reinventa nos conflitos e que o cotidiano tão bem retratado por Vinícius de Moraes e Chico Buarque, pode ser entediante e que mesmo tendo um violão é do ser querer se arriscar tal qual o messias do fundo do rio retratado em Ilusões de Richard Bach.
Não quero explicar
a turbulência pois afinal não sou físico, muito menos o criador.
Queria apenas nesse momento pit-stop da vida, que é o final do ano,
te desejar ou ainda, pedir que mesmo de vez em quando possamos
retomar o fluxo para nos encontrarmos no mesmo sentido por algum
tempo em vez de nos esbarrarmos feito moléculas malucas na
turbulência do dia a dia.
Boas festas e que
2018 seja de voo estável em céu de brigadeiro.
segunda-feira, 6 de novembro de 2017
41 centavos - Diminutivo
Diminutivo
(Drausio)
Que diminui, diminui
as coisas
é pro que serve o diminutivo
já ensinou o velho Aurélio
E não sei por que profetizas
Pois aumentar parece ser
Rejeitar Cornélio
E no seu texto sempre transcrito
Aumenta tudo me tirando a razão
Veja como é bonitinho
Esse céu todo limpinho
Essa brisinha no seu rosto
Estrelinhas brilhando de montão
Um passarinho ou um gatinho
Um cheirinho ou um beijinho
A menininha num sorriso
Uma florzinha em botão
Porque então
Engrandecer pequenas coisas
Distorcendo o que nem viu
Vou repetir pra não ter dúvidas
Foi só uma saidinha
Pra dar uma passadinha
Naquela bodeguinha
Pra tomar uma cervejinha
Encontrei uma amiguinha
E demorei na conversinha
Aí dei uma atrasadinha
Mas não demorei muito Não
Então esquece o ciuminho
Desmancha esse beicinho
Vem cá trocar carinho
Que eu não fiz nada de grandão
é pro que serve o diminutivo
já ensinou o velho Aurélio
E não sei por que profetizas
Pois aumentar parece ser
Rejeitar Cornélio
E no seu texto sempre transcrito
Aumenta tudo me tirando a razão
Veja como é bonitinho
Esse céu todo limpinho
Essa brisinha no seu rosto
Estrelinhas brilhando de montão
Um passarinho ou um gatinho
Um cheirinho ou um beijinho
A menininha num sorriso
Uma florzinha em botão
Porque então
Engrandecer pequenas coisas
Distorcendo o que nem viu
Vou repetir pra não ter dúvidas
Foi só uma saidinha
Pra dar uma passadinha
Naquela bodeguinha
Pra tomar uma cervejinha
Encontrei uma amiguinha
E demorei na conversinha
Aí dei uma atrasadinha
Mas não demorei muito Não
Então esquece o ciuminho
Desmancha esse beicinho
Vem cá trocar carinho
Que eu não fiz nada de grandão
segunda-feira, 30 de outubro de 2017
40 centavos - Homotaxonomia
Homotaxonomia
(Drausio)
No pré-principio Deus se criou,
O mesmo Deus que fez os céus e a terra
Que fez de tudo até cabra que berra
No sexto dia fez o homem e se cansou
O homo habilis
O homo erectus
O homo sapiens
que sabendo que sabe
em reino, filo, família e espécie
tudo que é vivo classificou
Meta, metá,
Metanogênica
Homotaxonomia
Abiótica
No pós principio o homem se superou
Nessa mania de ver tudo em classes
Rachou o mundo até chegar no impasse
Onde é que eu fico e o que é que sou
Sexo, política,
dinheiro, raça,
peso, tamanho
e até na crença
tudo que via tinha diferença
Classificando, o homo sapiens se segregou
Meta, metá,
Metanogênica
Homotaxonomia
Abiótica
sábado, 24 de dezembro de 2016
Dois mil e uns dezesseis ...
Eita 2016 pesado!
O Ano começa com
uma notícia muito triste pra mim e pra muitos amigos, que foi o
fechamento da Corneta. Trabalhei boa parte da minha vida
por lá, seja como funcionário ou como fornecedor e tinha um grande
respeito pela empresa. Ali me sentia em casa.
Logo depois perdi
meu amigo Fritz (ex-proprietário e presidente da Corneta). Aprendi
muitas coisas com o amigo que todo ano me ligava no aniversário e eu
retribuía a ligação no Natal. Nem me lembro a quantos anos isso se
repetia, mas foram mais de uma década.
Além das tragédias
diárias ou ainda as conjuntas que o ano nos apresentou, “Seo”
Calixto resolveu partir para outra missão na véspera do dia dos
pais e antevéspera do meu aniversário.
Meu pai como bom
filósofo sempre me incentivou a investigar e pensar sobre os
fundamentos ou essências da realidade circundante e não consigo
mais terminar o ano sem refletir sobre eles.
É natural no ser
humano a necessidade de classificar. Seja objetos, pessoas, natureza,
espíritos...Tudo nessa vida é classificado. Acredito que o homem
só consiga entender as coisas quando as separa em partes e assim também o
fez com o tempo em séculos, anos, meses, dias, horas, minuto,
segundos… entre os vivos e os mortos, o que começou e o que
acabou, ou seja, o homem classificou a vida.
Quando chega a mudança de classe 2016 para classe 2017, fico pensando o quanto
fomos classificados nos últimos tempos, em especial no Brasil.
Nesse período de
turbulência, criou-se as classes dos “coxinhas” e a dos
“mortadelas”, criou-se a classe dos “petralhas” e a dos
patos. Se tornou gritante a existência dos corruptos e
principalmente a dos “políticos corruptos” (para muitos
classificada como pleonasmo). Ressurgiu a já conhecida classificação
entre sulistas e nordestinos, relembraram da classe dos militares, da
classe dos reacionários, a classe dos cassados, a classe dos
golpistas e dos “impichados”, entre outras tantas.
Realmente se tivesse
que classificar 2016 diria que foi o ano das Classificações!!!
Sendo a
classificação o ato de dividir/separar em classes, ou melhor em
conjuntos que se assemelham ou tem a mesma função, não encontrei
nas definições nada que o levasse a esse sentimento de separação
que a vida tem me dado.
Mesmo na separação física das pessoas que
se foram, continua um lado bom na lembrança das coisas vividas, não
só das que classificamos como boas mas também das classificadas
como ruins ou tristes.
Mas não me refiro
as “perdas” que tive, me refiro ao sentimento de separação dos
amigos num mundo classificado. Me refiro a essa proximidade que
existe entre os substantivos classificação e segregação. Porquê
mesmo não sendo sinônimos a cada dia me parecem sê-los.
Me parece que essa
divisão de pensamentos, essa classificação do lado direito ou
esquerdo, vem resultando cada vez mais em segregação. E podemos
extrapolar o assunto indo para religião e seita, raça, opção
sexual, poder econômico, etc. Fico pensando até que ponto
classificamos ou segregamos, o próximo, os familiares ou os amigos?
Na vontade de juntar
os classificados que foram segregados, desejo ao Todo, ou a todos, um
2017 único e repleto de harmonia, com todos juntos e misturados
nessa alegria que é a vida.
Boas Festas!
Opa!? Ia me
esquecendo: e com meu Corinthians Classificado!
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
39 centavos - Bicho da Goiaba
Bicho da Goiaba
(Eron Meira/Drausio)
Essa boa
Aquela ali é assim
Eu fico assim, meio assim
Porque a boa
Do outro lado tem bicho
Goiaba linda vai pro lixo
É tanta fruta que traduz a mulherada
Só de falar já virou até piada
Quesito peito já te dá a dimensão
Tem moranguinho, tem a pera e até melão.
Tem bunda jaca, tem laranja e companhia
Forma e textura tem até a melancia
Na rebolada o jambolão já cadencia
é fruta a beça
é mangaba
não interessa
não engana
se a cabeça
é de banana
Essa boa
Aquela ali é assim
Eu fico assim, meio assim
Porque a boa
Do outro lado tem bicho
Goiaba linda vai pro lixo
sábado, 27 de agosto de 2016
ESPN e a estatística burra
Hoje pela manhã acordei com a seguinte matéria no UOL.
Confesso que nunca vi uma coisa tão idiota como essa.
Essa matéria compara a média de publico nua e crua entre os times europeus e os brasileiros. Realmente uma asnice que não tem tamanho.
Sendo assim resolvi fazer uma asnice ainda pior: Confrontar a média de publico com a capacidade do estádio e verificar como fica.
Fiz a minha comparação só com os principais times e veja que existe uma pequena evolução na posição de Palmeiras e Corinthians, os melhores colocados de acordo com a média.
São duas comparações idiotas mas veja que o Weder Bremen sai de 11º para 4º e se levarmos em consideração que os dois brasileiros possuem arenas pequenas e jogam em campos ainda menores pelos campeonatos sendo que a torcida só vai ao jogo onde o time tem o mando, imagino que essa análise estatística traria um outro resultado se ainda olhássemos somente os jogos como mandante.
Pois é, a Média Aritmética é burro, como muito já se disse se pular num rio que tem em média 1 metro vc pode estar mergulhando numa profundidade de 30 centímetros ou de 3 metros, se o corpo esta em uma temperatura de 37 graus pode ser que esteja com o pé frio e a cabeça fervendo.
Em se tratando de média há o que se ponderar!
E cuidado ao ler textos e pesquisas por ai pois podemos levar a interpretação para onde quisermos, principalmente nessa época de eleições.
Confesso que nunca vi uma coisa tão idiota como essa.
Essa matéria compara a média de publico nua e crua entre os times europeus e os brasileiros. Realmente uma asnice que não tem tamanho.
Sendo assim resolvi fazer uma asnice ainda pior: Confrontar a média de publico com a capacidade do estádio e verificar como fica.
| Time | Média | Capacidade | Média pela Capacidade |
Pela Capacidade |
Pela Média |
| Bayern de Munique | 75000 | 70000 | 107,14% | 1° | 2º |
| Borussia Dortmund | 81178 | 80552 | 100,78% | 2º | 1° |
| Schalke 04 | 61386 | 61482 | 99,84% | 3º | 3º |
| Werder Bremen | 40935 | 42358 | 96,64% | 4º | 11º |
| Hamburgo | 53700 | 57274 | 93,76% | 5º | 4º |
| Stuttgart (rebaixado) | 51983 | 55896 | 93,00% | 6º | 5º |
| Eintracht Frankfurt | 46676 | 52300 | 89,25% | 7º | 9º |
| Hannover (rebaixado) | 41246 | 49951 | 82,57% | 8º | 10º |
| Colônia | 48676 | 61000 | 79,80% | 9º | 8º |
| PALMEIRAS | 32242 | 43600 | 73,95% | 10º | 12º |
| CORINTHIANS | 31937 | 47605 | 67,09% | 11º | 13º |
| Hertha Berlim | 49704 | 74228 | 66,96% | 12º | 7º |
| Borussia M'gladbach | 51715 | 80552 | 64,20% | 13º | 6º |
Fiz a minha comparação só com os principais times e veja que existe uma pequena evolução na posição de Palmeiras e Corinthians, os melhores colocados de acordo com a média.
São duas comparações idiotas mas veja que o Weder Bremen sai de 11º para 4º e se levarmos em consideração que os dois brasileiros possuem arenas pequenas e jogam em campos ainda menores pelos campeonatos sendo que a torcida só vai ao jogo onde o time tem o mando, imagino que essa análise estatística traria um outro resultado se ainda olhássemos somente os jogos como mandante.
Pois é, a Média Aritmética é burro, como muito já se disse se pular num rio que tem em média 1 metro vc pode estar mergulhando numa profundidade de 30 centímetros ou de 3 metros, se o corpo esta em uma temperatura de 37 graus pode ser que esteja com o pé frio e a cabeça fervendo.
Em se tratando de média há o que se ponderar!
E cuidado ao ler textos e pesquisas por ai pois podemos levar a interpretação para onde quisermos, principalmente nessa época de eleições.
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