quarta-feira, 24 de julho de 2024

43 centavos - MF & Cia Ltda

 

MF & Cia Ltda

(Douglas/Drausio)



Quando eu sai com meu bilhete na rua

Todo mundo a me olhar e eu estava milionário

Gritei pra minha mãe eu ganhei uma bolada 

Vou te dar um carro novo, vou dar duas empregadas


Desculpe meu patrão 

Eu não preciso mais do emprego

Seu jeito "marrudão'"

sempre me pôs medo

Estou mesmo de saída

Vou para o meio do mato

Não uso mais gravata, 

não uso mais sapato

 

Vou pra selva mas vou de avião 

Vou cuidar do meu dinheiro 

Vou aprender caçar leão

 

E no dia seguinte todo mundo estava lá

São só uns trocadinhos e tanta gente pra levar

Gritei pra minha mãe: eles querem me roubar

Diz que é tudo da senha e eu só vou administrar


O homem do imposto

Tem aquele militar

Os amigos que eu devia 

Todos querem me roubar

Fique só de pijama 

Babando na calçada

Tirando os nove fora 

Para mim não ficou nada


Vou pra selva mas vou de avião 

Vou cuidar do meu dinheiro 

Vou aprender caçar leão

 



42 centavos - Funk You

Funk You

(Douglas/Drausio)





A sua sina é dilatar as palavras
Fazer com que elas fiquem tão imensas
Que ninguém consiga compreender a verdade
Ninguém consiga ver

É tão inútil continuar essa farsa
O seu disfarce veio a desabar
Ao criticar o que sua capacidade
Não o permita fazer

Não, não vou, ser o seu discípulo
Não, não vou, meditar sua ideia
Se a carapuça te serve
Não foi somente a você

sábado, 27 de agosto de 2022

 

Hoje a partir das 18:00hs tem Subtotal no Maniacs. Se quiser ouvir uma Musica Bizarra com boa Cerveja não percam essa oportunidade. Se não quiserem é pra ir do mesmo jeito!
Alameda dos Nhambiquaras, 1547 - Moema, São Paulo - SP

segunda-feira, 23 de maio de 2022

Direto do Blog do Luiz Domingues

 

Blog do Luiz Domingues



 Povo, que bacana essa resenha do Luiz Domingues sobre o Subtotal, vai lá no blog dele e da uma olhada, lidinha, ouvida, o que preferir. A resenha do Luiz é tão completa que você pode fazer de tudo um pouco. Ler sobre a gente traz uma alegria e principalmente numa leitura tão direta do som que a gente faz. E tem muito mais lá, vale a pena passar sempre. Obrigado Luiz por essa gentileza.

Blog do Luiz Domingues

sábado, 3 de outubro de 2020


 

Fico remoendo a amizade
Sempre tive os malquistos
nunca convivi com santos
É tudo encrenca mesmo
Nunca faltou um tostão
Fosse por João, ou Luiz
Com Paulo o valentão
Brigar eu nunca quis
O Byll me trouxe a razão
Mesmo seguindo a esmo
Andei caindo nos cantos
e com meus amigos esquisitos
me deparei com a lealdade

Sem ter amigo falso
até que comprovem primeiro
Pra mim era indiferente
Pois não tinha nem bem idade
Nunca quis um galanteio
que não fosse de Dona Eunice
Nas mãos de Beatriz fui leão
Reforçando o que mãe disse
E não quero fugir do meio
Pensando em igualdade
Pra alguns sou intransigente
Pra mim bom gandaieiro
Personagem de qualquer causo

Valorizando meu ninho
Com concorrência boa
Dos irmãos sou caçulinha
Mas nem por isso o mais frágil
Ser rezado de cobra
Só me deu imunidade
Sou cria de vó com orgulho
E faço o que me da vontade
Sem ser resumo da obra
Creio que sou bem versátil
Não gasto frase na rinha
Muito menos palavra a toa
só grito, devagarinho

Por mais que fique na minha
A voz sempre destoa
Pra dizer dos que conheci
Rasgo o verbo em soberba
Pois nada adianta uma vida
Pra quem vai viver sozinho
Uma alma precisa da outra
Mesmo que seja o vizinho
Pois quem só negocia a ida
Estranha encontrar a vereda
Se tive o que mereci
Não reclamo, na boa
A vida segue e caminha

quarta-feira, 13 de maio de 2020

O dia em que a terra parou!



Sempre entendi que a Internet é a comprovação que a Anarquia é viável. Não existe ambiente mais desregrado do que a internet mas ao mesmo tempo ele vai se ajustando livremente. 
Essa observação sobre a Anarquia me faz pensar sobre a sua relação com o momento atual. Em um ambiente tão conturbado como o atual (principalmente no Brasil) é que alguns aspectos desse pensamento vem a tona. Se formos pensar na definição de Estado na visão de Errico Malatesta (“o conjunto de todas as instituições políticas, legislativas, judiciais, militares e financeiras, por meio das quais a gestão dos próprios assuntos, a orientação da conduta pessoal e a garantia da segurança são tomadas do povo e entregue a certos indivíduos, e estes, por usurpação ou delegação, adquirem o direito de fazer leis para todos, obrigando o público a respeitá-las, fazendo uso da força coletiva para esse fim.”) é nítido no Brasil que o estado passa por uma Doença (crise) autoimune desencadeada pelo poder. Malatesta ainda dizia que “a emancipação individual não é possível sem a emancipação coletiva, mediante a solidariedade”. Qualquer um que conviva com a população mais carente verá que a solidariedade é peça fundamental para a sobrevivência e que ela surge de forma natural mas que também é usada por muitos ao constituírem poderes (em ONGs, em Núcleos, em associações, etc) e assim, suprimindo a característica natural. Exemplo nítido e atual é um banco fazer propaganda dizendo praticar a solidariedade no momento e ligar para os clientes vendendo dinheiro a juros alegando com isso, ser solidário. Na verdade isso é querer aproveitar do momento para vender seu principal produto, a mesma coisa que fazem os que vendem mascaras e respiradores a preços exorbitantes defendidos pela lei da oferta e da procura. Vejo os governos brigando entre si, muito mais na captura dos louros para uso futuros de que no combate a pandemia. A questão já passa do ridículo e mais uma vez me pergunto: pra que Governo?
Ao ouvir Raul nessa manhã dei de ouvidos com o pensamento que deveríamos ter ao querer sair de casa: Não vá à Padaria pois o padeiro também não estará lá, não vá ao banco pois ele também não estará lá, não vá à escola pois o professor também não estará lá, não vá roubar pois não terá onde gastar!.
 
Mande o Estado as favas e seja solidário. 

Fique em casa, pois senão quando chegar o amanhã você também não estará lá!


quinta-feira, 30 de abril de 2020


Dizem que "devagar e sempre se chega longe" e assim é o SubTotal. O primeiro disco demorou 30 anos o segundo já está com 6 anos. Daqui a pouco ele sai.

Estamos nas bases de guitarras, depois vem solos  e voz.

Vai ficar pronto um dia, tenho fé ... rs

domingo, 5 de abril de 2020

O Sujeito, o Verbo e o Tempo


Acho que as pessoas verbais que praticam as ações, os sujeitos, poderiam pensar na inclusão de mais uma pessoa verbal nesses tempos difíceis. As pessoas do plural são divisionistas fazendo que a totalidade sempre venha acompanhada de mais uma divisão como: "todos NÓS", "todos VÓS" ou "todos ELES". Poderiam incluir a 4ª pessoa do plural, o TODOS, que incluiria o NÓS, o VÓS e ELES, representando todos sem exceção, distinção ou divisão. TODOS representaria realmente a Todos.  Chega de Nós, de Vós ou de Eles! Se quisermos continuar conjugando o verbo em tempo futuro.

domingo, 24 de dezembro de 2017

Aperte o cinto e siga o fluxo de 2018



Poderia dizer que 2017 foi um ano no mínimo inquieto.

E nessa inquietude teve amigo que se foi, teve amigo que chegou, teve amigo que quebrou, amigo que enricou e até amigo que emplacou. E é nessa calmaria que o ano está por acabar e digo está por que ainda pode acontecer algo nesses últimos dias ou sei lá horas desse inquieto 2017.

Outro dia estava lendo uma matéria nas colunas de ciências cujo o tema era: as coisas que a ciência tem dificuldade de explicar. O que me chamou a atenção e me fez prolongar a leitura foi encontrar a Turbulência como sendo uma das principais coisas sem explicações. Deparei-me com a frase atribuída a diversos cientistas, porém de autoria desconhecida, que resume bem o que se sabe sobre o fenômeno: “Quando eu encontrar Deus, eu vou fazer duas perguntas para ele: por que a relatividade é tão complexa e como se explica uma turbulência. Deus terá uma resposta para a primeira”. E ai fiquei muito intrigado com a complexidade da Turbulência que resolvi dar uma pesquisadinha sobre o tema que faz com que os físicos só esperem a compreensão na resposta do criador.

Não sou físico e nem tenho a pretensão de sê-lo e por isso peço desculpas antecipadas pelas bobagens técnicas que posso vir a escrever.
Um exemplo que peguei em uma matéria no site da BBC Brasil me fez achar que entendi o que acontece: “O movimento feito pela água em torno do pilar de uma ponte que atravessa um rio de forte correnteza é um exemplo perfeito de turbulência.
As moléculas na água começarão a bater no pilar e, por sua vez, contra si mesmas. Uma série de movimentos é então produzida com uma variedade de direções e velocidades.”
No que entendi sobre turbulência, seja dos fluidos, do ar, quântica, ou qualquer outra percebida por nós, ela se da quando ha uma bagunça nos fluxos, algo como aquelas cenas do trânsito na Índia ou ainda em Curitiba ou Cuiabá, ou seja, é um movimento desordenado, um carro que vira sem dar seta. Poderia todo mundo seguir o fluxo mas tem uns malucos que cismam de bater no pilar e saem por ai, sem dar seta, mudando de direção pra tudo quanto é lado. Alguns por ideologia, outros por serem induzidos ou ainda os que vagam sem razão alguma.

Me observando e observando as pessoas penso no quanto a vida anda turbulenta. Antigamente as pessoas acordavam e já tinham as suas tarefas. Acordavam, se lavavam, tomavam café, saiam pras suas atividades, paravam para o almoço, voltavam pra suas atividades, chegavam em casa, banhavam-se, jantavam e dormiam. O Radio e depois a Televisão, incluíram novos elementos a esse fluxo: Hora do Brasil, Hora da Novela, Jornal Nacional, entre outros, mas mantiveram um fluxo seguido pelas famílias. E como estávamos todos no mesmo sentido no fluxo, não havia turbulência. Hoje almoçamos em restaurantes, assistimos séries cada um a sua; na sua hora; em qualquer lugar, conversamos com amigos no serviço; na escola; no restaurante; no banheiro; nas férias e desrespeitamos qualquer fluxo que possa ser imposto a nossa vida. Em outras palavras vivemos em turbulência a todo momento. Independente de rotina, em nosso fluxo, havia tempo pro trabalho, família, amigos, lazer e descanso. Os fluxos eram mais harmônicos, não havia tanta colisão.

Claro que o mundo se reinventa nos conflitos e que o cotidiano tão bem retratado por Vinícius de Moraes e Chico Buarque, pode ser entediante e que mesmo tendo um violão é do ser querer se arriscar tal qual o messias do fundo do rio retratado em Ilusões de Richard Bach. 

Não quero explicar a turbulência pois afinal não sou físico, muito menos o criador. Queria apenas nesse momento pit-stop da vida, que é o final do ano, te desejar ou ainda, pedir que mesmo de vez em quando possamos retomar o fluxo para nos encontrarmos no mesmo sentido por algum tempo em vez de nos esbarrarmos feito moléculas malucas na turbulência do dia a dia.

Boas festas e que 2018 seja de voo estável em céu de brigadeiro.



segunda-feira, 6 de novembro de 2017

41 centavos - Diminutivo

Diminutivo

(Drausio)




Que diminui, diminui as coisas
é pro que serve o diminutivo
já ensinou o velho Aurélio

E não sei por que profetizas
Pois aumentar parece ser
Rejeitar Cornélio

E no seu texto sempre transcrito
Aumenta tudo me tirando a razão

Veja como é bonitinho
Esse céu todo limpinho
Essa brisinha no seu rosto
Estrelinhas brilhando de montão

Um passarinho ou um gatinho
Um cheirinho ou um beijinho
A menininha num sorriso
Uma florzinha em botão

Porque então
Engrandecer pequenas coisas
Distorcendo o que nem viu
Vou repetir pra não ter dúvidas

Foi só uma saidinha
Pra dar uma passadinha
Naquela bodeguinha
Pra tomar uma cervejinha
Encontrei uma amiguinha
E demorei na conversinha
Aí dei uma atrasadinha
Mas não demorei muito Não

Então esquece o ciuminho
Desmancha esse beicinho
Vem cá trocar carinho
Que eu não fiz nada de grandão

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

40 centavos - Homotaxonomia



Homotaxonomia

(Drausio)


No pré-principio Deus se criou,
O mesmo Deus que fez os céus e a terra
Que fez de tudo até cabra que berra
No sexto dia fez o homem e se cansou

O homo habilis
O homo erectus
O homo sapiens
que sabendo que sabe
em reino, filo, família e espécie
tudo que é vivo classificou

Meta, metá,
Metanogênica
Homotaxonomia
Abiótica

No pós principio o homem se superou
Nessa mania de ver tudo em classes
Rachou o mundo até chegar no impasse
Onde é que eu fico e o que é que sou

Sexo, política,
dinheiro, raça,
peso, tamanho
e até na crença
tudo que via tinha diferença
Classificando, o homo sapiens se segregou

Meta, metá,
Metanogênica
Homotaxonomia
Abiótica

sábado, 24 de dezembro de 2016

Dois mil e uns dezesseis ...


Eita 2016 pesado!

O Ano começa com uma notícia muito triste pra mim e pra muitos amigos, que foi o fechamento da Corneta. Trabalhei boa parte da minha vida por lá, seja como funcionário ou como fornecedor e tinha um grande respeito pela empresa. Ali me sentia em casa.
Logo depois perdi meu amigo Fritz (ex-proprietário e presidente da Corneta). Aprendi muitas coisas com o amigo que todo ano me ligava no aniversário e eu retribuía a ligação no Natal. Nem me lembro a quantos anos isso se repetia, mas foram mais de uma década.

Além das tragédias diárias ou ainda as conjuntas que o ano nos apresentou, “Seo” Calixto resolveu partir para outra missão na véspera do dia dos pais e antevéspera do meu aniversário.
Meu pai como bom filósofo sempre me incentivou a investigar e pensar sobre os fundamentos ou essências da realidade circundante e não consigo mais terminar o ano sem refletir sobre eles.

É natural no ser humano a necessidade de classificar. Seja objetos, pessoas, natureza, espíritos...Tudo nessa vida é classificado. Acredito que o homem só consiga entender as coisas quando as separa em partes e assim também o fez com o tempo em séculos, anos, meses, dias, horas, minuto, segundos… entre os vivos e os mortos, o que começou e o que acabou, ou seja, o homem classificou a vida. 

Quando chega a mudança de classe 2016 para classe 2017, fico pensando o quanto fomos classificados nos últimos tempos, em especial no Brasil. 

Nesse período de turbulência, criou-se as classes dos “coxinhas” e a dos “mortadelas”, criou-se a classe dos “petralhas” e a dos patos. Se tornou gritante a existência dos corruptos e principalmente a dos “políticos corruptos” (para muitos classificada como pleonasmo). Ressurgiu a já conhecida classificação entre sulistas e nordestinos, relembraram da classe dos militares, da classe dos reacionários, a classe dos cassados, a classe dos golpistas e dos “impichados”, entre outras tantas. 

Realmente se tivesse que classificar 2016 diria que foi o ano das Classificações!!!

Sendo a classificação o ato de dividir/separar em classes, ou melhor em conjuntos que se assemelham ou tem a mesma função, não encontrei nas definições nada que o levasse a esse sentimento de separação que a vida tem me dado. 

Mesmo na separação física das pessoas que se foram, continua um lado bom na lembrança das coisas vividas, não só das que classificamos como boas mas também das classificadas como ruins ou tristes.
Mas não me refiro as “perdas” que tive, me refiro ao sentimento de separação dos amigos num mundo classificado. Me refiro a essa proximidade que existe entre os substantivos classificação e segregação. Porquê mesmo não sendo sinônimos a cada dia me parecem sê-los.

Me parece que essa divisão de pensamentos, essa classificação do lado direito ou esquerdo, vem resultando cada vez mais em segregação. E podemos extrapolar o assunto indo para religião e seita, raça, opção sexual, poder econômico, etc. Fico pensando até que ponto classificamos ou segregamos, o próximo, os familiares ou os amigos?

Na vontade de juntar os classificados que foram segregados, desejo ao Todo, ou a todos, um 2017 único e repleto de harmonia, com todos juntos e misturados nessa alegria que é a vida.

Boas Festas!

Opa!? Ia me esquecendo: e com meu Corinthians Classificado!

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

39 centavos - Bicho da Goiaba

Bicho da Goiaba 

(Eron Meira/Drausio)


Essa boa
Aquela ali é assim
Eu fico assim, meio assim
Porque a boa
Do outro lado tem bicho
Goiaba linda vai pro lixo

É tanta fruta que traduz a mulherada
Só de falar já virou até piada
Quesito peito já te dá a dimensão
Tem moranguinho, tem a pera e até melão.
Tem bunda jaca, tem laranja e companhia
Forma e textura tem até a melancia
Na rebolada o jambolão já cadencia

é fruta a beça
é mangaba
não interessa
não engana
se a cabeça
é de banana

Essa boa
Aquela ali é assim
Eu fico assim, meio assim
Porque a boa
Do outro lado tem bicho
Goiaba linda vai pro lixo

sábado, 27 de agosto de 2016

ESPN e a estatística burra

Hoje pela manhã acordei com a seguinte matéria no UOL.

http://espn.uol.com.br/noticia/625677_em-que-lugar-campeoes-de-publico-do-brasileiro-ficariam-nas-grandes-ligas-da-europa





Confesso que nunca vi uma coisa tão idiota como essa.

Essa matéria compara a média de publico nua e crua entre os times europeus e os brasileiros. Realmente uma asnice que não tem tamanho.

Sendo assim resolvi fazer uma asnice ainda pior: Confrontar a média de publico com a capacidade do estádio e verificar como fica.


Time Média Capacidade Média pela
Capacidade
Pela
Capacidade
Pela
Média
Bayern de Munique 75000 70000 107,14%
Borussia Dortmund 81178 80552 100,78%
Schalke 04 61386 61482 99,84%
Werder Bremen 40935 42358 96,64% 11º
Hamburgo 53700 57274 93,76%
Stuttgart (rebaixado) 51983 55896 93,00%
Eintracht Frankfurt 46676 52300 89,25%
Hannover (rebaixado) 41246 49951 82,57% 10º
Colônia 48676 61000 79,80%
PALMEIRAS 32242 43600 73,95% 10º 12º
CORINTHIANS 31937 47605 67,09% 11º 13º
Hertha Berlim 49704 74228 66,96% 12º
Borussia M'gladbach 51715 80552 64,20% 13º

Fiz a minha comparação só com os principais times e veja que existe uma pequena evolução na posição de Palmeiras e Corinthians, os melhores colocados de acordo com a média.

São duas comparações idiotas mas veja que o Weder Bremen sai de 11º para 4º e se levarmos em consideração que os dois brasileiros possuem arenas pequenas e jogam em campos ainda menores pelos campeonatos sendo que a torcida só vai ao jogo onde o time tem o mando, imagino que essa análise estatística traria um outro resultado se ainda olhássemos somente os jogos como mandante.

Pois é, a Média Aritmética é burro, como muito já se disse se pular num rio que tem em média 1 metro vc pode estar mergulhando numa profundidade de 30 centímetros ou de 3 metros, se o corpo esta em uma temperatura de 37 graus pode ser que esteja com o pé frio e a cabeça fervendo.

Em se tratando de média há o que se ponderar!

E cuidado ao ler textos e pesquisas por ai pois podemos levar a interpretação para onde quisermos, principalmente nessa época de eleições.


domingo, 14 de agosto de 2016

38 centavos - Se você não quer ouvir


Se você não quer ouvir 

(Drausio)


Se você não quer ouvir
Não pergunte a minha opinião
Não toque no assunto
Não lave minha boca com sabão

Um caos
o inferno e algo muito abstrato
que fica longe muito longe, além
se quiser saber onde é de fato
basta você discordar de alguém

Se você não quer ouvir
Não pergunte a minha opinião
Não toque no assunto
Não lave minha boca com sabão

Em paz
É lá do peito que saem as besteiras
Mesmo que turvas em minha dúbia ótica
Exponho sempre em minhas bebedeiras
A minha Bipolaridade Alcoólica

Se você não quer ouvir
Não pergunte a minha opinião
Não toque no assunto
Não lave minha boca com sabão

No mais
o que te ofende não é o que falo
ficar com raiva é sua opção
se te incomoda por que não me calo
não me desculpo sem precisão

Se você não quer ouvir
Não pergunte a minha opinião
Não toque no assunto
Não lave minha boca com sabão



50 centavos - Seu Calixto




Eu estava certo que ia chegar aqui hoje e postar o ultimo centavo dos cinquenta e de sacanagem tinha guardado uma coleção pra soltar tudo de uma vez e dizer:
- Vocês achavam que eu não iria conseguir!?
 

Ontem mesmo ainda brincando em um treinamento falava sobre planejamento, e falando sobre planejamento, não tinha como não usar o exemplo do maior planejador que conheço. Quem cruzou pelo meu caminho já deve estar cansado das minhas repetições sobre o melhor planejador, pois sei que ando muito repetitivo.
Más, se há milhares de anos essa história se repete ... Porque não eu?

Como definir um projeto sem dividi-lo em fases?
Como fazer algo sem ordenar as tarefas?
Porque tudo tem que acontecer rápido e ao mesmo tempo?
Pois é quem pensou esse mundo o fez em 6 fazes. Mesmo tendo o poder de dizer haja luz, e a coisa acontecer, criou no principio o céu e a terra. Passo a passo dentro do seu planejamento foi executando suas tarefas de forma que as coisas se completassem. E tão supremo que é, descansou no sétimo dia.

"Nois, besta que só, tenta criar um mundo a cada dia".


Quando dizemos haja luz, temos que pagar a conta, torcer pra não queimar os transformadores, pras pipas não gerar curto nos fios...

Quando conto esse exemplo de perfeição fica a sensação que é fácil planejar. E ai, sou obrigado a ir contra meu coração e dar o exemplo de que não basta planejar! Que é difícil executar! Que precisamos rever e corrigir o caminho quando o planejamento alheio é oposto ao seu. E ai meu melhor exemplo é meu time que demorou mais de 100 anos pra conseguir que seu planejamento lhe desse a libertadores.

Não é por que planejamos, que as coisas acontecem ...

Hoje pela manhã chamei meus irmãos para planejarmos o que faríamos no dia dos pais. Tinha em mente tomar um café com meu veio e enquanto teclava com o Douglas fui sondar o Claudio para ver se ele topava o café da manhã. Como o Claudio nem sempre responde de imediato ao meus "zaps" resolvi atormentar, eticamente posicionado nos moldes modernos, umas amigas que insistiam em falar de futebol. Logo o Douglas me chama dizendo que achava que o café seria antecipado pois meu pai tinha caído e ele iria para o Embú verificar a gravidade do tombo.

Pois é de lá pra cá, vou passar o dia dos pais velando meu velho.

E é por isso que tenho a certeza que o planejamento de Deus é muito maior do que a gente consegue entender. Temos muito o que aprender nessa vida.

Meu pai por exemplo, sem nenhum planejamento aparente, foi escrever o livro da sua vida. Como Historiador que é, saiu por ai coletando detalhes da vida dos seus e de muitos outros. Sempre me dizendo que não tinha problema pois não tinha nada e "só tem problema quem tem alguma coisa". 

No seu planejamento escreveu seu livro e isso já bastava. 
Meu irmão correu e deu cara e corpo aos seu escritos no livro que ficou pronto a quase um mês. Começamos o planejamento para fazer a noite de autógrafos.
Pedi para que ele autografasse o meu e na maior cara de pau me disse que estava sem ideias.
Semana passada fui leva-lo ao médico e ao chegar no Embú me entregou o exemplar autografado. Guardei pra abrir em casa pois queria ler em sossego. Ao ler a dedicatória vi que eu tinha feito algo pra alegrar meu velho que foi meu conforto e confidência por toda a vida. Mas o que mais me chamou a atenção foi a sua preocupação em traçar as pautas a lápis para que a escrita saísse caprichada tamanha importância que tinha aquelas palavras. Mas mesmo apagadas sobravam os restinhos da borracha enrolada é as bordas das pautas traçadas no bom e velho lápis e ignoradas por puro capricho da borracha. 


Pois hoje Seu Calixto se foi ...

Foi o Pastor,
Foi o Reverendo,
Foi o professor,
Mas não o Pai, 

o Amigo

Aquele que me ensinou que não adianta querer refazer o planejamento de Deus.

Foi escrever outros livros ao lado de Deus pois esse negócio de dar autógrafo nunca foi mesmo pra ele.

Agora, que eu queria que Deus fosse Corinthiano eu queria,

Ai quem sabe Seu Calixto não podia ficar mais 90 anos na fila ...